Na ânsia de me sentir vivo dei a alguém a faca para me matar. Abri o peito e nunca acreditei.
O meu olhar tingiu-se, as janelas bateram em banda e a escuridão que esperava nunca chegou, apenas luz.
[cegante]
Na ânsia de salvação atirei-me ao seio do pecado. Acolheu-me e alimentou-me.
A incongruente ideia de que estava certo foi desfeita em palavras, colocada num envelope lambido, selado, fechado, atirado para que chegasse ao destino.
A realidade sofre uma curta e desafinada distorção e a banda segue o meu andamento.
[delirante]
No meu passo estugado chego e absorvo-me. Amo-me, amasso-me e devasso-me.
Beijo os lábios do mundo e deixo a mentira perdurar. Convenço tudo e todos que o solo que piso é dourado. Tudo corre bem até este se abrir.
As falésias parecem comover-se com a minha patética inocência, com a minha palpitante e agridoce ignorância.
[escarnecem]
Na ânsia de me encontrar mapeei a minha alma. Esconjurei-me e embalei-me na inconsciência.
Pelos incansáveis e bem-intencionados anjos sou uma vez mais lambido do chão. A carne cai-me dos ossos, e anseio por deixar de existir.
No entanto o que resta terá que continuar. E o destino é levar estas botas lânguidas, torpes e desfeitas, pelos solos rochosos, até ao dia em que talvez possa aceitar e depois descansar…
.:darshan (road to graceland) - david sylvian & robert fripp
Terça-feira, Julho 07, 2009
Segunda-feira, Junho 22, 2009
Ilustração
Ilustro-te no pensamento
Um reflexo intangível na orla da mente
Intrinsecamente só
Afundado no gotejar da tua reminiscência
Beijo o céu e os teus lábios sabem a chuva
Como uma diáfana lágrima
Escorro dos teus olhos para o chão
E caio interminavelmente
Beijo um cigarro num abraço alcoólico
Vagueio de corpo em corpo
Dançando com os teus fantasmas
Abrigado na tua ausência
Passo através de um espelho baço
Deslizo pela tua essência
Encharco-me no teu elixir
Dissipo-me na demência
.:the saddest song - morphine
Um reflexo intangível na orla da mente
Intrinsecamente só
Afundado no gotejar da tua reminiscência
Beijo o céu e os teus lábios sabem a chuva
Como uma diáfana lágrima
Escorro dos teus olhos para o chão
E caio interminavelmente
Beijo um cigarro num abraço alcoólico
Vagueio de corpo em corpo
Dançando com os teus fantasmas
Abrigado na tua ausência
Passo através de um espelho baço
Deslizo pela tua essência
Encharco-me no teu elixir
Dissipo-me na demência
.:the saddest song - morphine
Sexta-feira, Junho 05, 2009
Canção
A música desenvolve-se calmamente preenchendo todos os espaços da sala com um sentimento de falta e vazio. A melodia entorpece pela sua beleza, propagando-se pelos cantos, tocando os objectos com mãos invisíveis que vão deixando os seus dedos deslizar suavemente por cada peça de mobiliário, por cada peça de decoração, até que ele finalmente sente um sopro que se aflora aos ouvidos, sussurrando-lhe coisas que o fazem estremecer, atingindo-o como um golpe para os sentidos.
Ali estava ela começando a insinuar-se, como uma companhia, uma terrível e cruel amante, desejosa por despi-lo dos preconceitos que o impedem de chorar.
A sua fragrância, como o perfume de uma mulher começa a fazer-se sentir, imiscuindo-se nas suas narinas como uma presença feroz, enquanto que os dedos imaginários lhe tocam o rosto e os seus lábios o beijam levemente. Dizendo adeus. Os seus, movem-se sem deles provir um som, tentando transformar em palavras cada lágrima que não se sente capaz de soltar.
Cada acorde que os seus dedos formam, espraiados sobre os trastes do braço da guitarra acústica, representam mais uma agrura com que vai embebendo a sua canção, fazendo-a assumir os contornos, que espelham os sentimentos.
Em surdina, começa a cantar agora, numa voz insegura e pouco audível, como alguém que está com medo de cair e procura uma saliência onde se possa agarrar, e vai chorando calado, segurando as lágrimas lá dentro.
A letra começa com palavras tímidas de culpa, compondo o cenário. Na sua imaginação, as suas mãos escorregam do seu apoio, o chão desaparece, e o seu corpo cai de costas interminavelmente, puxado para um abismo escuro e fundo, dominado pela dor.
Entretanto, a sua voz começa a ganhar consistência, e vai crescendo mais segura de si, misturando-se no som que envolve o compartimento.
Ele sente a libertação, transformando todo o sofrimento, dirigindo-o para as palavras que flúem de si, e num momento a sua queda é atenuada, e ele flutua, pairando no meio do espaço, no meio das estrelas, de um modo intangível como a melodia que o carrega, carregando-a ele também consigo, fundindo-se, como se separado do corpo físico, mas uno com a canção, deslizando pelo cosmo, cada vez mais esquecido da noção de espaço e de tempo.
O seu peito explode a cada nova nuance da composição, a sua respiração existe para o servir naquela demanda pela pacificação da alma, para o ajudar no que parece uma terrível batalha. O diafragma trabalha incansável, impondo o ritmo necessário, soltando-a, prendendo-a, enquanto o ar vai sendo lançado ora suavemente, ora furiosamente, quase por instinto, contra as cordas vocais que tremem e soltam em forma de notas as convulsões da mente. O corpo funciona numa sincronia única e inabalável, tão natural como se limitasse a respirar. A cada recordação, um acorde brilha soltando uma sequência de notas, e a cada expiração, um novo pranto.
A voz vai-se deslocando pelas progressões de acordes, acelerando ou contornando os sinuosos obstáculos criados com extrema mestria, sendo mais arrastada, mais roufenha, mais límpida, mais suave ou mais agressiva. Ora explodindo numa frase, ora recolhendo-se numa palavra abafada, que dói demais ao pronunciar...
Consoante o crescimento da composição, o som de novos instrumentos começa a surgir e a ganhar vida própria dentro do seu devaneio, fazendo-se ouvir nos seus mais ínfimos pormenores: um arpejo de uma segunda guitarra, uma abertura de pratos, cuja vibração parece durar eternamente, a linha do baixo que vai ressoando grave e possante, envolvendo e moldando. A suavidade das linhas de piano, o arranjo intrincadamente belo dos instrumentos de cordas, que se entrelaçam numa longa teia de êxtase musical e beleza inigualável.
Todos eles se esgrimem, combatendo como ferozes gladiadores numa estranha arena, numa competição sem par, mas ao mesmo tempo dançando, mesclando-se, entretecendo os sons que um Maestro invisível vai conduzindo até ao crescendo numa ponte musical que se desenha até ao infinito, enquanto o diafragma do cantor segura um quase interminável ‘vibratto’. Enquanto lágrimas caem cristalinas como diamantes dos seus olhos ainda cerrados, colando mais estrelas numa noite que começa lentamente a brilhar.
Todo o universo o acolhe e abraça, como seu filho, e ele sente toda a existência transcendê-lo. A dor e a felicidade, condensam-se num único momento, fazendo com que agora as lágrimas escorram em torrente.
Sente-se agraciado, pois toda a sua alma rejubila e vibra brilhante pela magia da criação, da elevação, da certeza de ter ultrapassado e sentido para além dos limites humanos depois de conhecer um pouco da verdadeira força e beleza da energia que compõe cada átomo daquilo que existe e ser acompanhado pela orquestra celestial, que a sua mente chamou para o amparar e aplacar o seu sofrimento.
Ele era pois, apenas mais um instrumento da canção universal, e como tal deixou-se conduzir também pelo Maestro, deixando a canção desembocar, num último suspiro, numa última lágrima, na última e solitária nota libertada pelo martelo que tocou a corda accionada pela tecla do piano, disse adeus pela última vez, depois de tantas e de diversas formas quando a sua boca se abria para cantar mais um verso...
Disse-o aos grilhões que o prendiam...
Disse-o à sua dor e amargura...
Sentado no meio da sala de olhos fechados vai sentindo a eternidade dos escassos minutos de duração da canção desvanecer-se...
O silêncio faz o seu papel durante alguns minutos, absorvendo as sensações e os resquícios de uma peça que ganhou vida própria desenvolvendo-se pela forma labiríntica que são os sentimentos que povoam a alma humana.
Agora estava de volta. Terminou a canção...
O peito inspira profundamente uma vez mais, agora não para cantar de novo, mas para calar o último soluço.
A dor não acabara aqui, era apenas o seu caprichoso começo, que ficaria imortalizado na canção que acabara de escrever.
Agora começaria a longa espera, para as feridas que iriam demorar a sarar, para que o tempo se desenrolasse rapidamente no seu novelo, sem se emaranhar...
O início de dias intermináveis procurando algo que não iria encontrar, porque o que irá procurar não é um objecto, mas sim uma presença, um olhar, um movimento, uma voz, um toque, um carinho, um beijo, um abraço por entre os lençóis finos da noite, e no entanto, muito mais que isso.
Esta é a canção que perdurará ecoando em todo o lugar, até que outra assuma o seu lugar.
Ali estava ela começando a insinuar-se, como uma companhia, uma terrível e cruel amante, desejosa por despi-lo dos preconceitos que o impedem de chorar.
A sua fragrância, como o perfume de uma mulher começa a fazer-se sentir, imiscuindo-se nas suas narinas como uma presença feroz, enquanto que os dedos imaginários lhe tocam o rosto e os seus lábios o beijam levemente. Dizendo adeus. Os seus, movem-se sem deles provir um som, tentando transformar em palavras cada lágrima que não se sente capaz de soltar.
Cada acorde que os seus dedos formam, espraiados sobre os trastes do braço da guitarra acústica, representam mais uma agrura com que vai embebendo a sua canção, fazendo-a assumir os contornos, que espelham os sentimentos.
Em surdina, começa a cantar agora, numa voz insegura e pouco audível, como alguém que está com medo de cair e procura uma saliência onde se possa agarrar, e vai chorando calado, segurando as lágrimas lá dentro.
A letra começa com palavras tímidas de culpa, compondo o cenário. Na sua imaginação, as suas mãos escorregam do seu apoio, o chão desaparece, e o seu corpo cai de costas interminavelmente, puxado para um abismo escuro e fundo, dominado pela dor.
Entretanto, a sua voz começa a ganhar consistência, e vai crescendo mais segura de si, misturando-se no som que envolve o compartimento.
Ele sente a libertação, transformando todo o sofrimento, dirigindo-o para as palavras que flúem de si, e num momento a sua queda é atenuada, e ele flutua, pairando no meio do espaço, no meio das estrelas, de um modo intangível como a melodia que o carrega, carregando-a ele também consigo, fundindo-se, como se separado do corpo físico, mas uno com a canção, deslizando pelo cosmo, cada vez mais esquecido da noção de espaço e de tempo.
O seu peito explode a cada nova nuance da composição, a sua respiração existe para o servir naquela demanda pela pacificação da alma, para o ajudar no que parece uma terrível batalha. O diafragma trabalha incansável, impondo o ritmo necessário, soltando-a, prendendo-a, enquanto o ar vai sendo lançado ora suavemente, ora furiosamente, quase por instinto, contra as cordas vocais que tremem e soltam em forma de notas as convulsões da mente. O corpo funciona numa sincronia única e inabalável, tão natural como se limitasse a respirar. A cada recordação, um acorde brilha soltando uma sequência de notas, e a cada expiração, um novo pranto.
A voz vai-se deslocando pelas progressões de acordes, acelerando ou contornando os sinuosos obstáculos criados com extrema mestria, sendo mais arrastada, mais roufenha, mais límpida, mais suave ou mais agressiva. Ora explodindo numa frase, ora recolhendo-se numa palavra abafada, que dói demais ao pronunciar...
Consoante o crescimento da composição, o som de novos instrumentos começa a surgir e a ganhar vida própria dentro do seu devaneio, fazendo-se ouvir nos seus mais ínfimos pormenores: um arpejo de uma segunda guitarra, uma abertura de pratos, cuja vibração parece durar eternamente, a linha do baixo que vai ressoando grave e possante, envolvendo e moldando. A suavidade das linhas de piano, o arranjo intrincadamente belo dos instrumentos de cordas, que se entrelaçam numa longa teia de êxtase musical e beleza inigualável.
Todos eles se esgrimem, combatendo como ferozes gladiadores numa estranha arena, numa competição sem par, mas ao mesmo tempo dançando, mesclando-se, entretecendo os sons que um Maestro invisível vai conduzindo até ao crescendo numa ponte musical que se desenha até ao infinito, enquanto o diafragma do cantor segura um quase interminável ‘vibratto’. Enquanto lágrimas caem cristalinas como diamantes dos seus olhos ainda cerrados, colando mais estrelas numa noite que começa lentamente a brilhar.
Todo o universo o acolhe e abraça, como seu filho, e ele sente toda a existência transcendê-lo. A dor e a felicidade, condensam-se num único momento, fazendo com que agora as lágrimas escorram em torrente.
Sente-se agraciado, pois toda a sua alma rejubila e vibra brilhante pela magia da criação, da elevação, da certeza de ter ultrapassado e sentido para além dos limites humanos depois de conhecer um pouco da verdadeira força e beleza da energia que compõe cada átomo daquilo que existe e ser acompanhado pela orquestra celestial, que a sua mente chamou para o amparar e aplacar o seu sofrimento.
Ele era pois, apenas mais um instrumento da canção universal, e como tal deixou-se conduzir também pelo Maestro, deixando a canção desembocar, num último suspiro, numa última lágrima, na última e solitária nota libertada pelo martelo que tocou a corda accionada pela tecla do piano, disse adeus pela última vez, depois de tantas e de diversas formas quando a sua boca se abria para cantar mais um verso...
Disse-o aos grilhões que o prendiam...
Disse-o à sua dor e amargura...
Sentado no meio da sala de olhos fechados vai sentindo a eternidade dos escassos minutos de duração da canção desvanecer-se...
O silêncio faz o seu papel durante alguns minutos, absorvendo as sensações e os resquícios de uma peça que ganhou vida própria desenvolvendo-se pela forma labiríntica que são os sentimentos que povoam a alma humana.
Agora estava de volta. Terminou a canção...
O peito inspira profundamente uma vez mais, agora não para cantar de novo, mas para calar o último soluço.
A dor não acabara aqui, era apenas o seu caprichoso começo, que ficaria imortalizado na canção que acabara de escrever.
Agora começaria a longa espera, para as feridas que iriam demorar a sarar, para que o tempo se desenrolasse rapidamente no seu novelo, sem se emaranhar...
O início de dias intermináveis procurando algo que não iria encontrar, porque o que irá procurar não é um objecto, mas sim uma presença, um olhar, um movimento, uma voz, um toque, um carinho, um beijo, um abraço por entre os lençóis finos da noite, e no entanto, muito mais que isso.
Esta é a canção que perdurará ecoando em todo o lugar, até que outra assuma o seu lugar.
.:sing - travis
Sexta-feira, Maio 29, 2009
Apaixonado
Sou apaixonado pelo sol e pela chuva
Pela tristeza e amargura
Pelo mar que me assusta
Pelas ninfas mundanas e hipócritas
Sou apaixonado pelos fogos-fátuos
Por pequenos seios ou grandes cabeças
Pelas belezas superficiais e inusitados sorrisos
Pela nesga da imaginação
Pelos campos baldios e pelas praças
Pelas lixeiras e pelas floristas
Pelos hábitos das freiras e os cantos dos grilos
Pelos fundos azuis e os cárceres de pedra
Sou apaixonado pelo que me invade o olhar
Pela sede que cresce na boca e me distorce a alma
Pelos gritos comuns, pelas árias dos anjos
Pelos cânticos desafinados
Pelas prostitutas e pelas caladas
Pelas ruas e portas fechadas
Pela areia, pela inspiração, pelo perfumar
Apaixonado por todas a quem me entregue
Apaixonado pelo diabo que me carregue
.:like a child again - the mission
Pela tristeza e amargura
Pelo mar que me assusta
Pelas ninfas mundanas e hipócritas
Sou apaixonado pelos fogos-fátuos
Por pequenos seios ou grandes cabeças
Pelas belezas superficiais e inusitados sorrisos
Pela nesga da imaginação
Pelos campos baldios e pelas praças
Pelas lixeiras e pelas floristas
Pelos hábitos das freiras e os cantos dos grilos
Pelos fundos azuis e os cárceres de pedra
Sou apaixonado pelo que me invade o olhar
Pela sede que cresce na boca e me distorce a alma
Pelos gritos comuns, pelas árias dos anjos
Pelos cânticos desafinados
Pelas prostitutas e pelas caladas
Pelas ruas e portas fechadas
Pela areia, pela inspiração, pelo perfumar
Apaixonado por todas a quem me entregue
Apaixonado pelo diabo que me carregue
.:like a child again - the mission
Domingo, Maio 24, 2009
apenas o mundo
às vezes é preciso…
soltar…
deixar ir…
deixarmo-nos ir…
sem destino, sem paragens marcadas…
seguir o sol…
seguir as linhas…
sonhar o sonho…
deixar o vazio...
outras vezes eu preciso …
mais…
porque tudo o resto é apenas o mundo e eu já estou habituado a ele…
.:letting the cables sleep - bush
soltar…
deixar ir…
deixarmo-nos ir…
sem destino, sem paragens marcadas…
seguir o sol…
seguir as linhas…sonhar o sonho…
deixar o vazio...
outras vezes eu preciso …
mais…
porque tudo o resto é apenas o mundo e eu já estou habituado a ele…
.:letting the cables sleep - bush
Terça-feira, Maio 19, 2009
Tentação
Com a noite, suavemente
Vens tu, tentação
Com o teu toque mágico
De ninfa, tentação...
Abrem-se como nenúfares
Em silhuetas e sombras fugazes
Odores que se tornam vícios
Bebidas que se tornam sede
Quero beber de ti
Da tua fonte de paixão
Enlouquecer com a tua imagem
Embebida em sedução
Sinto que corres por mim
Como o sangue e o suor
Jogo-me em ti como um louco
Ofego num grito só e fugidio
Quero correr por ti
Pelos teus vales selvagens
Rebolar na tua pele
Banhar-me nas tuas margens
E com a noite, suavemente
Vens tu, tentação
Com o teu toque mágico
De ninfa, tentação...
.:little black dress - gavin friday
Vens tu, tentação
Com o teu toque mágico
De ninfa, tentação...
Abrem-se como nenúfares
Em silhuetas e sombras fugazes
Odores que se tornam vícios
Bebidas que se tornam sede
Quero beber de ti
Da tua fonte de paixão
Enlouquecer com a tua imagem
Embebida em sedução
Sinto que corres por mim
Como o sangue e o suor
Jogo-me em ti como um louco
Ofego num grito só e fugidio
Quero correr por ti
Pelos teus vales selvagens
Rebolar na tua pele
Banhar-me nas tuas margens
E com a noite, suavemente
Vens tu, tentação
Com o teu toque mágico
De ninfa, tentação...
.:little black dress - gavin friday
Terça-feira, Maio 12, 2009
Deixa estar
Deixa estar! São apenas lágrimas…
Deixa-as estar…
Deixa-as pois, aliviar a dor
Deixa estar, deixa estar...
Deixa-as provar que estou a viver
Quando pareço perecer
Deixa estar, deixa-me estar…
Aqui no escuro sozinho
Deixa-me estar neste cantinho
Deixa-me a ter pena de mim
Deixa-me estar
Afasta o teu abraço
Afasta a lembrança vazia do teu corpo
Deixa-me estar
Abandonado nesta penúria, neste porto
Neste flagelo que inventei para mim
Deixa estar... são apenas lágrimas
Deixa estar... são minhas as lágrimas
Deixa-as estar pois guardei-as para ti
Deixa-me negar-te a sentir pena de mim
Deixa-me nesta falsa valentia
Nesta valsa de grande mestria
Neste passo em falso, a sofrer
Quero fazer-te ver,
Mas deixa estar...
Quero que saibas,
Que quando digo que vás
Te quero bem junto de mim
Mas deixa estar...
Deixa estar...
São lágrimas amargas
Que derramo por mim
Por ser tão pueril
E não deixar de ser assim
Deixa estar
Não arruínes o meu acto final
Assino-o em tom magistral
Como tal
Deixa estar…
Deixa estar!
São apenas as lágrimas que fogem de mim
E como tudo o resto me deixam por fim...
Portanto, deixa estar
Deixa estar...
.:teardrop - massive attack
Deixa-as estar…
Deixa-as pois, aliviar a dor
Deixa estar, deixa estar...
Deixa-as provar que estou a viver
Quando pareço perecer
Deixa estar, deixa-me estar…
Aqui no escuro sozinho
Deixa-me estar neste cantinho
Deixa-me a ter pena de mim
Deixa-me estar
Afasta o teu abraço
Afasta a lembrança vazia do teu corpo
Deixa-me estar
Abandonado nesta penúria, neste porto
Neste flagelo que inventei para mim
Deixa estar... são apenas lágrimas
Deixa estar... são minhas as lágrimas
Deixa-as estar pois guardei-as para ti
Deixa-me negar-te a sentir pena de mim
Deixa-me nesta falsa valentia
Nesta valsa de grande mestria
Neste passo em falso, a sofrer
Quero fazer-te ver,
Mas deixa estar...
Quero que saibas,
Que quando digo que vás
Te quero bem junto de mim
Mas deixa estar...
Deixa estar...
São lágrimas amargas
Que derramo por mim
Por ser tão pueril
E não deixar de ser assim
Deixa estar
Não arruínes o meu acto final
Assino-o em tom magistral
Como tal
Deixa estar…
Deixa estar!
São apenas as lágrimas que fogem de mim
E como tudo o resto me deixam por fim...
Portanto, deixa estar
Deixa estar...
.:teardrop - massive attack
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